Finalmente um blogger descente

Finalmente um blogger descente
Powered By Blogger

quarta-feira, 12 de maio de 2010

De Mãe para Filho - Doenças que podem ser transmitidas no parto

Conheça as doenças que as podem passar para seu bebê durante o parto e como evitar a transmissão

No Rio de Janeiro, no início do ano de 2008, um novo caso de transmissão do vírus da dengue alertou os médicos. Um recém-nascido com apenas 5 dias de vida apresentou manchas avermelhadas pelo corpo e febre alta, sintomas do mal. Logo depois foi confirmado que a menina contraiu a doença da mãe, possivelmente no contato com o canal do parto. Conheça agora outros males que podem ser transmitidos na hora do parto, ou até mesmo antes.


Sífilis
Pode causar prematuridade, baixo peso no nascimento, icterícia, surdez, dificuldade de aprendizado, entre outros. "A transmissão da sífilis pode também lesionar os pulmões, o fígado e os ossos da criança, além de aumentar as chances de abortamento e óbito", afirma o ginecologista e obstetra Arnaldo Cambiaghi, especialista em reprodução humana e cirurgia endoscópica.
Prevenção: Ao ser diagnosticada precocemente, a administração é mais simples. A sífilis é tratada com penicilina e os médicos fazem um teste sorológico antes do parto. A cesárea também é um método recomendado para evitar o contágio.


Gonorréia e clamídia
No caso da gonorréia, a criança pode desenvolver a conjuntivite gonocócica. "As maternidades oferecem um tratamento preventivo com o uso de um colírio feito à base de nitrato de prata ou de eritromicina", explica a obstetra Lilian Shu. Quando a mãe tem clamídia, o filho pode nascer com baixo peso, conjuntivite clamidiana, pneunomia e otite média.
Prevenção: A grávida deve fazer os testes para identificação de DSTs durante toda a gestação, como na maioria dos outros casos. O diagnóstico ajuda no tratamento da futura mãe, pois ambas podem causar prematuridade ou dificuldades no parto. A cesárea é recomendada.


Citomegalovírus (CMV)
A transmissão é a principal causa de retardo mental nas crianças. "A doença pode causar hidrocefalia, perda auditiva, dificuldade no aprendizado e problemas no fígado", diz Camila Cambiaghi.
Prevenção: A transmissão no parto ocorre em 30% a 40% das gestantes com infecção aguda na gravidez e muitas não sabem que estão contaminadas. "A maioria das infecções maternas são assintomática então propomos triagens no pré-natal para elas. Mas a ausência de tratamento disponível para o CMV torna isso questionável", aponta a obstetra Lilian Shu.


HPV
Os tipos 6 e 11 do mal podem causar o papiloma laríngeo, lesão que atinge as cordas vocais do recém-nascido. "No momento do parto, o bebê pode engolir o líquido amniótico, que contém o HPV, e desenvolver a lesão", explica Lilian Shu. Além disso, o bebê pode apresentar verrugas na genitália.
Prevenção: As lesões provocadas pelo HPV podem aumentar de tamanho e quantidade por causa dos hormônios da gravidez, o que dificulta o tratamento. Caso as feridas obstruam o canal do parto, a cesárea é aconselhável.


Hepatite B e C
A vacina contra a hepatite B e imunoglobulina, dada nas primeiras 12 horas após o nascimento, pode reduzir as chances de 90% para 5% de desenvolvimento da hepatite B crônica. "Além da infecção crônica, o bebê pode adquirir cirrose hepática ou até desenvolver câncer hepático quando infectado", diz a ginecologista e obstetra Camila Cambiaghi, do IPGO - Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. No caso do tipo C, não há vacina e os efeitos serão os mesmos do tipo B.
Prevenção: A hepatite B pode se transformar de aguda (que pode ser curada em até 6 meses) em crônica no recém-nascido. Para detectar a do tipo C, os médicos realizam uma triagem, indicada para pacientes de grupos de risco (HIV positivas, com DSTs ou portadoras da doença).


Aids
Quando infectada, a criança será portadora do vírus para o resto da vida. "Cerca de 65% dos casos de contaminação ocorrem durante o trabalho de parto e o bebê não apresenta sinais de infecção", diz a ginecologista e obstetra Lilian Shu, do Hospital e Maternidade Neomater (SP).
Prevenção: Para que o vírus não seja transmitido, a mãe deve fazer um pré-natal rigoroso, tomar medicamentos anti-retrovirais e fazer o controle da carga viral (a quantidade de vírus no organismo). Além disso, após 38 semanas os médicos aconselham a realização da cesárea, sempre preocupados em controlar o sangramento, e recomendam a substituição do aleitamento materno.




Fonte: - http://meunene.uol.com.br/


Postagem origial por: Ângela Miguel

Nenhum comentário:

Postar um comentário